Pesquisar este blog

Muito obrigado por nos visitar! Seja nosso parceiro!

Gostaríamos que você nos visitasse mais vezes e que deixasse seus comentários sobre as questões e assuntos do blog. Também gostaríamos de solicitar a você, caro visitante, caso veja alguma questão que você não concorde com o gabarito poderá utilizar-se da caixa de comentários para deixar a resposta que acha ser correta. Assim, todos nós estaremos melhorando este espaço para novos visitantes. SUA PARTICIPAÇÃO É MUITO IMPORTANTE PARA NÓS!

(EEAR - CFS 1/2025) - QUESTÃO

Furto de flor 
Carlos Drummond de Andrade 
Furtei uma flor daquele jardim. O porteiro cochilava e eu furtei a flor. Trouxe-a para a casa e coloquei-a no copo com água. Logo senti que ela não estava feliz. 
 O copo destina-se a beber, e flor não é para ser bebida. 
 Passei-a para o vaso, e notei que ela me agradecia, revelando melhor sua delicada composição. Quantas novidades há numa flor, se a contemplarmos bem. 
 Sendo o autor do furto, eu assumira a obrigação de conservá-la. Renovei a água do vaso, mas a flor empalidecia. Temi por sua vida. Não adiantava restituí-la ao jardim. Nem apelar para o médico de flores. Eu a furtara, eu a via morrer. 
 Já murcha, e com cor particular da morte, peguei-a docemente e fui depositá-la no jardim onde desabrochara. O porteiro estava atento e repreendeu-me: 
– Que ideia a sua vir jogar lixo de sua casa neste jardim! 

 Contos plausíveis. Rio de Janeiro, José Olympio, 1985. p. 80.

O comportamento do narrador do texto indica que 
a) a sua sensibilidade viu-se suplantada pela oportunidade que se lhe apresentou. 
b) o furto da flor se deu por mera reação ao fato de o porteiro arrefecer em sua vigilância. 
c) a decisão de furtar a flor caracterizou o senso comum de que “todo mundo já furtou flores alheias pelo caminho”. 
d) nenhuma consciência houve no gesto praticado, a não ser a intuição e o processo de manutenção do tempo de vida da flor. 


Analisando temos:

O narrador demonstra sensibilidade ao perceber o sofrimento da flor e tentar cuidar dela, mas, no início, ele cede à oportunidade de furtá-la enquanto o porteiro cochilava. Ou seja, sua sensibilidade existe, porém foi momentaneamente superada pela ocasião favorável ao furto.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Seu Comentário é muito importante para nós! Obrigado!